• “Almas se tocam. Às vezes com palavras. Às vezes com uma mão no ombro. Às vezes com um simples ‘bem haja’. E, às vezes… obedecendo, cobrindo a cabeça com um xale sem saber o porquê.”

    ALMAS QUE SE TOCAM

    “Almas se tocam… Às vezes com palavras. Às vezes com uma mão no ombro. Às vezes com um simples ‘bem haja’. E, às vezes… obedecendo, cobrindo a cabeça com um xale sem saber o porquê.”  Você já foi capaz de tocar a alma de alguém? Alguém já tocou a sua? Relaxe, não precisa responder a esta provocação filosófica a mim, se não quiser. Mas acho que vale a reflexão.  Eu tenho pensado sobre isto. Um dia destes, enquanto passeava pela linda cidade de Tomar, não resisti e entrei num cemitério (um gosto estranho que tenho). Lá havia uma capela singela no fundo de um imenso corredor. Eu o percorri como quem tem pressa…

  • Ventos fortes durante tempestade Kristin em Portugal na madrugada

    KRISTIN, LEONARDO E MARTA

    As tempestades que devastaram Portugal  “A mente humana é incapaz de conceber qualquer coisa numa situação de medo.”  Nada me fará esquecer os ventos uivantes na escuridão …  O silêncio da madrugada do dia 28 de janeiro de 2026 foi interrompido pelo barulho da tempestade Kristin, ventos com velocidades acima dos 160 km/h, estalos horrorosos que a escuridão da noite não nos permitia saber o que realmente estava acontecendo. Essa incerteza alimentava o medo que já tomava conta das mentes e dos corações daqueles que escutaram os gritos da tempestade Kristin.  Minha filha acordou assustada, sem saber de nada, e eu, sem respostas para lhe oferecer, passei aquela noite em…

  • A Economia da Cenoura: por que ainda entregamos nossa confiança tão barata?

    O BURRO, A CENOURA E O EGO  

    “Este texto não é sobre cenouras. É sobre energia oferecida sem medida e desejo consumido sem consciência.”  Você já ouviu a metáfora do burro e da cenoura? Eu também; Mas, ainda, que falem de trabalho, de chefes, promoções ou de férias prémios, o que esta estória realmente descreve é o velho “samskara” humano: o eterno ciclo da promessa que move, da carência que cega e do desejo que consome e da roda do sofrimento que gira. A história é simples:  O chefe é aquele que diz ao burro que, assim que alcançar a cenoura posta à sua frente, ganhará uma promoção. E o burro corre. Sempre corre. Quando, enfim, alcança a primeira, o chefe exige duas. Porque…